sábado, 18 de abril de 2009

Um pontinho de vida.

"...era um dia em que tudo parecia sem graça. O mundo perdeu os seus mistérios e tudo o que existia para se descobrir era podre e dava-me nojo. Eu terminei de ler. Deitei na cama para pensar naquela história. Eu poderia ter segurado, mas não. Por um momento eu pensei que estava forçando, mas, na verdade, não estava. Eu apenas deixei que as lágrimas se libertassem. Chorei tanto que os cantos da minha boca se esticaram. Comecei a soluçar. Num momento, meus soluços se misturaram com risadas, eu posso chorar, eu estava chorando e isso é tão bom! Peguei o telefone, ela tinha que saber que eu estava chorando... Quando voltei ao controle, eu fui para a frente do espelho para ver a minha cara. Meus olhos brilhavam de um jeito tão intenso que fizeram-me ter a impressão de que eles haviam clareado. Viraram de castanho escuro para castanho claro. Eu sorri... mas logo me contive..."

Depois de ler "O Caçador de Pipas".

domingo, 12 de abril de 2009

Que momento.

To muito intediado e carente nesse feriado de páscoa. Pelo menos vou poder afogar minhas mágoas em litrus de chocolate.

Acabei lembrando-me de uma cena que eu tive o prazer de presenciar num aeroporto. Eu estava atento esperando umas pessoas, mas um rapaz chamou-me a atenção. Ele estava chegando e passou por mim. Um pouco atrás estava uma garota que o abraçou e os dois ficaram ali, se abraçando, se cheirando, se alisando... Eu juro que não estou exagerando, aquele abraço durou uns 10 minutos. 10 minutos de desespero aliviado, de abstinência curada, de medo de que aquele momento morra.

...sem dúvidas foi uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida.

sábado, 4 de abril de 2009

Pesadelo.

Lembrei-me de um sonho que eu tive semana passada. Acordei às 8h e 10min de domingo com o corpo tenso. Meus braços e pernas pareciam barras de ferro. Eu tinha sonhado com um monstro que me perseguia. O mais sinistro é que eu não vi o mostro, mas eu sabia que era um monstro e que ele estava me perseguindo. Eu corria e me escondia sem parar. Cheguei a me esconder em vários lugares, mas eu sentia que ele sabia onde eu estava, e que ele estava se aproximando, sempre, cada vez mais.

Eu acredito muito que os sonhos têm significados. Eu não acho que o sonho é uma previsão do futuro, acho que ele é uma representação do nosso estado emocional, na maioria das vezes. É como pintar um quadro: você transforma suas sensações em imagens, que podem ser bem surrealistas, mas que simbolizam suas emoções. Sonhar é como ver um quadro que você mesmo pintou.

Não vou explicar porque os sonhos refletem as emoções em forma de imagens virtuais em nossa mente porque eu não sei como explicar(haha), mas eu sempre presto atenção nos meus sonhos e eu cheguei, até, a 'descobrir' coisas que eu insistia em negar, sentimentos escondidos no porão do meu coração.



...Bom. Acho que eu estava com medo, me sentindo encurralado e perseguido... mas já superei. Foi só um momento.

terça-feira, 31 de março de 2009

Um pouco de ação...

Esse último sábado foi extraordinário. Eu passei o dia só em casa porque meus pais foram fazer um tal curso (ótimo vê-los fazendo alguma coisa para crescer).

Acordei cedo, fui nadar, voltei, almocei, tive aula de música... enfim, fiz as minhas coisas. Uma hora o maldito telefone começou a tocar e quando eu atendi a campainha tocou. Minhas cadelas começaram a latir tanto que mal deu pra ouvir a moça que estava no outro lado da linha, só escutei que ela era da Brasil Telecom. Eu já tava tão tonto com aqueles latidos e ansioso por causa da campainha que não teve jeito, desliguei o telefone na cara da mulher (HÁ HÁ) e corri pra atender a porta... era uma vizinha...

Conclusão: Cuidar sozinho de uma casa não é fácil.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pseudorromance.

"O amor é um parasita.
Faminto de comida.
Quando não podemos alimentá-lo.
De fome ele morre.
Morrer não é difícil.
É pior pra quem continua vivo.
E quem sofre somos nós.
Que desejávamos amar."



...É só um poeminha mal feito que eu fiz sobre o amor.

O que eu quero dizer é que o amor só existe enquanto ele é concreto, enquanto ele é correspondido. Ele não vive só de alma e de espírito, ele precisa de carne, então não adianta tentar alimentar um amor com virtualidades. Concretize o seu amor, não deixe-o morrer.



Dedico esse post à um coração apaixonado, o coração de Filipe. ^^


sábado, 21 de março de 2009

Sobre Melzinha.

Eu estava sonhando (para variar) com a minha viagem para Londres e com todas as aventuras que viverei lá, mas logo parei com esse sonho porque eu sei que ele não se tornará realidade, pelo menos não tão cedo.

Um dos principais motivos que impedem-me de viajar é a minha cadela Melzinha. Ela me adotou como pai e todos aqui em casa sabem muito bem disso porque ela me segue a todos os lugares, me protege até do que não é ameaça e obedece unicamente a mim. Meus pais dizem que quando eu saio de casa ela fica me esperando perto da porta, e que quando eu durmo fora de casa ela fica boa parte da madrugada me esperando ali, perto da porta. Resumindo: ela é dependente de mim.

Isso é a destruíção da minha liberdade. Já percebi que eu só vou poder viajar depois que a Melzinha morrer, ou seja, daqui, no mínimo, dez anos e, até lá, terei que limitar minha vida porque desconfio que essa cadela baterá as botas ou endoidecerá caso fique longe de mim.

Escrevendo essas palavras eu fico parecendo um monstro terrível. Essa cadela me ama e o que ela ganha com isso?: Minhas palavras repugnantes de desprezo, porém, esses pensamentos monstruosos passam na minha cabeça inevitavelmente. De qualquer forma, eu não viajarei enquando a Melzinha estiver respirando porque...eu amo ela, mentira, eu sou uma pessoa muito fria para amar - Eu faço coisas pensando no bem dela, digamos assim...

#1.

Hoje o dia tá lindo...

Eu queria muito sair, mas não sozinho...

Parece que vou ter que esquecer que existe um dia lindo lá fora.