Eu estava sonhando (para variar) com a minha viagem para Londres e com todas as aventuras que viverei lá, mas logo parei com esse sonho porque eu sei que ele não se tornará realidade, pelo menos não tão cedo.
Um dos principais motivos que impedem-me de viajar é a minha cadela Melzinha. Ela me adotou como pai e todos aqui em casa sabem muito bem disso porque ela me segue a todos os lugares, me protege até do que não é ameaça e obedece unicamente a mim. Meus pais dizem que quando eu saio de casa ela fica me esperando perto da porta, e que quando eu durmo fora de casa ela fica boa parte da madrugada me esperando ali, perto da porta. Resumindo: ela é dependente de mim.
Isso é a destruíção da minha liberdade. Já percebi que eu só vou poder viajar depois que a Melzinha morrer, ou seja, daqui, no mínimo, dez anos e, até lá, terei que limitar minha vida porque desconfio que essa cadela baterá as botas ou endoidecerá caso fique longe de mim.
Escrevendo essas palavras eu fico parecendo um monstro terrível. Essa cadela me ama e o que ela ganha com isso?: Minhas palavras repugnantes de desprezo, porém, esses pensamentos monstruosos passam na minha cabeça inevitavelmente. De qualquer forma, eu não viajarei enquando a Melzinha estiver respirando porque...eu amo ela, mentira, eu sou uma pessoa muito fria para amar - Eu faço coisas pensando no bem dela, digamos assim...
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Um comentário:
Se você faz as coisas pensando no bem dela você a ama. :)
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