Acho que pensar era uma atitude muito mais ousada na época em que surgiram frases famosas como "penso, logo existo!" Hoje as pessoas podem até ser reprimidas por pensarem assim ou assado, mas ninguém é mais crucificado em praça pública; Ao contrário, acho que as pessoas são até pressionadas a pensar. Nem é raro ver pessoas pensando pensamentos de outras pessoas, ou melhor, reproduzindo pensamentos de outros. Isso não é o fim do mundo, mas tem pessoas que só concordam e discordam - e desfrutam dos privilégios de "estar de um lado ou de outro" - e não questionam as ideias que circulam por aí, nem as coisas que falam.
Acho também que só não pensa quem não quer. O mundo está aí para ser pensado. A internet dá acesso à quase tudo. Pensar hoje é possível. Portanto, "pensar" não é um fator que torna as pessoas tão especiais assim. Todo mundo pensa - e pensa muita porcaria, inclusive - e sai por aí divulgando os pensamentos. Vê-se pensamentos de todos os tipos por todos os cantos e sobre todas as coisas. E, de todos os vetores de pensamentos, os que aparentemente não pensam nada -ou os calados - frequentemente são os que pensam de verdade, pois pensar exige silêncio e gera mais dúvidas do que certezas na maioria das vezes.
Agora, os que pensam demais e saem por aí cheios de razão costumam se mostrar incoerentes. É só observar os atos e escutar as palavras deles. Falam muito e falham em mostrar como esse pensamento se reflete nas coisas concretas. Como é difícil fugir dessa armadilha, da hipocrisia, bom para aqueles que não falam ou que medem bem suas palavras. E ousados são aqueles que pensam com originalidade e demonstram isso através dos atos e do ser - pessoas que são originais - porque apenas pensar não é ousadia nenhuma e quem só pensa não existe ainda.
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Para que serve o amor, seja lá o que isso for.
Só uma breve resposta para perguntas que tendem a enxergar apenas o óbvio.
Frequentemente me sinto um idiota na frente de meus amigos quando falo de um alguém que eu vi e gostei. Alguém que me olhou de um certo jeito. Alguém que costumo ver em tal lugar, em tal hora. Uma pessoa que tenho vontade de conhecer muito, mas acabo só conhecendo de vista. Alguém de que permaneço gostando por muito tempo, mesmo recebendo apenas migalhas de falsas esperanças em troca - e bastante sofrimento.
Afinal, perguntam-me "por que é que você ainda gosta dele?" como se as respostas para o que se sente respeitassem a lógica da razão; Como se os sentimentos não tivessem também a sua própria lógica, mas eles têm sua lógica, sim.
Há dias que eu não sou eu mesmo. Saio quando tenho vontade de ficar em casa. Vejo várias pessoas quando apenas uma está no meu pensamento. Faço coisas que não quero. Converso tendo vontade de ficar calado. Desejo coisas que me botam na cabeça. Responsabilizo-me a cumprir objetivos que eu nem sei quem definiu. Nem eu mesmo sei quem eu sou e, portanto, sou muito vulnerável diante dos acontecimentos da vida, das vontades dos outros - coisas que acabam me conduzindo.
E esse rio que é a vida vai levando e levando a gente até que um dia eu chego a lugares que eu não sei explicar como fui parar, torno-me pessoas que eu não sei como fui me tornar. E, no fim, eu sei que posso nunca me encontrar no meu trabalho, na minha cidade, nas coisas que vejo por aí, nas coisas que saem da boca das pessoas, nas coisas que fiz na minha vida, mas há uma chance de eu me encontrar em uma outra pessoa; De finalmente me encaixar no lugar adequado e, quem sabe, poder ser feliz sendo eu mesmo.
Frequentemente me sinto um idiota na frente de meus amigos quando falo de um alguém que eu vi e gostei. Alguém que me olhou de um certo jeito. Alguém que costumo ver em tal lugar, em tal hora. Uma pessoa que tenho vontade de conhecer muito, mas acabo só conhecendo de vista. Alguém de que permaneço gostando por muito tempo, mesmo recebendo apenas migalhas de falsas esperanças em troca - e bastante sofrimento.
Afinal, perguntam-me "por que é que você ainda gosta dele?" como se as respostas para o que se sente respeitassem a lógica da razão; Como se os sentimentos não tivessem também a sua própria lógica, mas eles têm sua lógica, sim.
Há dias que eu não sou eu mesmo. Saio quando tenho vontade de ficar em casa. Vejo várias pessoas quando apenas uma está no meu pensamento. Faço coisas que não quero. Converso tendo vontade de ficar calado. Desejo coisas que me botam na cabeça. Responsabilizo-me a cumprir objetivos que eu nem sei quem definiu. Nem eu mesmo sei quem eu sou e, portanto, sou muito vulnerável diante dos acontecimentos da vida, das vontades dos outros - coisas que acabam me conduzindo.
E esse rio que é a vida vai levando e levando a gente até que um dia eu chego a lugares que eu não sei explicar como fui parar, torno-me pessoas que eu não sei como fui me tornar. E, no fim, eu sei que posso nunca me encontrar no meu trabalho, na minha cidade, nas coisas que vejo por aí, nas coisas que saem da boca das pessoas, nas coisas que fiz na minha vida, mas há uma chance de eu me encontrar em uma outra pessoa; De finalmente me encaixar no lugar adequado e, quem sabe, poder ser feliz sendo eu mesmo.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2012.
Eu, como mais um mero mortal, faço minhas reflexões para o novo ano também. Só que minha mente não é tão bem regulada assim para ter esses pensamentos pontualmente no último dia do ano ou no primeiro.
Talvez esse texto fique extenso, então vou tentar não me prender à clichês, não pedir a paz mundial, nem nada do tipo.
Tem coisas na vida que não dá para querer. Às vezes, sofro por coisas que gostaria de ter e não posso ter e parece que é impossível levar a vida que se quer levar o tempo todo. Cedo ou tarde, alguns sonhos e vontades precisam ser abandonados, pois não dá para ficar sofrendo a vida inteira por causa de objetivos inalcansáveis. Acho que 2012 valeria a pena para mim se eu conseguisse abrir mão de certos pontos de vistas e descobrisse uma nova luz no fim do túnel. Gostaria de poder olhar para a vida com novos olhos.
Ano passado eu fiz 20 anos. Passei por uma pequena crise do tipo "já estou velho". Às vezes, tenho essa ideia estabanada na cabeça de que eu deveria estar curtindo a vida adoidado só porque sou jovem. E até dói ver que estou envelhecendo, que a vida está passando e que eu não estou curtindo adoidado. Não que eu vá ser mais feliz se eu fosse encher a cara todo o final de semana na Cidade Baixa, ou se eu fosse andar nas montanhas-russas mais rápidas do mundo com os braços para cima e os cabelos ao vento. Só acho que essa ideia é uma assombração.
Às vezes, uma voz interna até promete para mim que um dia eu viverei intensamente tudo o que estou deixando de viver hoje. Mas, por um outro lado, essas promessas que faço para mim mesmo muitas vezes não passam de desculpas para eu acabar não fazendo muitas coisas que eu gostaria de fazer AGORA. Eu penso "um dia eu amarei, um dia eu serei independente", sendo que eu poderia estar fazendo isso agora se eu não fosse covarde ou acomodado.
Gostaria também de ter mais tranquilidade daqui para frente. Tenho uma urgência de fazer alguma coisa da minha vida dar certo. Por causa disso, acabo desistindo de várias coisas que aparentemente não estão dando certo; Aquela mania de começar várias coisas e nunca terminar nada. Essa obsessão por ter que ser o melhor naquilo que eu faço arranca a minha paz de mim. Sempre me frustro com as dificuldades e fico com vontade de largar tudo, pensando coisas como "eu não nasci para isso". E, enquanto eu não encontro a coisa para a qual eu nasci, o motivo da minha existência, parece até que eu não posso ter a minha vida. Por causa disso, acabo deixando de fazer algumas coisas que gosto e quero fazer. Tirei D em uma cadeira do último semestre. Nem me senti um lixo, nem me senti um verme, nem me senti indigno de ser amado. Parece que eu vivo condenado a dar resultados excelentes de todas as coisas que eu faço e que não há razão em fazer alguma coisa que alguém já faz melhor do que eu. Espero, em 2012, mudar esse tipo de pensamento.
Enfim, é isso.
Talvez esse texto fique extenso, então vou tentar não me prender à clichês, não pedir a paz mundial, nem nada do tipo.
Tem coisas na vida que não dá para querer. Às vezes, sofro por coisas que gostaria de ter e não posso ter e parece que é impossível levar a vida que se quer levar o tempo todo. Cedo ou tarde, alguns sonhos e vontades precisam ser abandonados, pois não dá para ficar sofrendo a vida inteira por causa de objetivos inalcansáveis. Acho que 2012 valeria a pena para mim se eu conseguisse abrir mão de certos pontos de vistas e descobrisse uma nova luz no fim do túnel. Gostaria de poder olhar para a vida com novos olhos.
Ano passado eu fiz 20 anos. Passei por uma pequena crise do tipo "já estou velho". Às vezes, tenho essa ideia estabanada na cabeça de que eu deveria estar curtindo a vida adoidado só porque sou jovem. E até dói ver que estou envelhecendo, que a vida está passando e que eu não estou curtindo adoidado. Não que eu vá ser mais feliz se eu fosse encher a cara todo o final de semana na Cidade Baixa, ou se eu fosse andar nas montanhas-russas mais rápidas do mundo com os braços para cima e os cabelos ao vento. Só acho que essa ideia é uma assombração.
Às vezes, uma voz interna até promete para mim que um dia eu viverei intensamente tudo o que estou deixando de viver hoje. Mas, por um outro lado, essas promessas que faço para mim mesmo muitas vezes não passam de desculpas para eu acabar não fazendo muitas coisas que eu gostaria de fazer AGORA. Eu penso "um dia eu amarei, um dia eu serei independente", sendo que eu poderia estar fazendo isso agora se eu não fosse covarde ou acomodado.
Gostaria também de ter mais tranquilidade daqui para frente. Tenho uma urgência de fazer alguma coisa da minha vida dar certo. Por causa disso, acabo desistindo de várias coisas que aparentemente não estão dando certo; Aquela mania de começar várias coisas e nunca terminar nada. Essa obsessão por ter que ser o melhor naquilo que eu faço arranca a minha paz de mim. Sempre me frustro com as dificuldades e fico com vontade de largar tudo, pensando coisas como "eu não nasci para isso". E, enquanto eu não encontro a coisa para a qual eu nasci, o motivo da minha existência, parece até que eu não posso ter a minha vida. Por causa disso, acabo deixando de fazer algumas coisas que gosto e quero fazer. Tirei D em uma cadeira do último semestre. Nem me senti um lixo, nem me senti um verme, nem me senti indigno de ser amado. Parece que eu vivo condenado a dar resultados excelentes de todas as coisas que eu faço e que não há razão em fazer alguma coisa que alguém já faz melhor do que eu. Espero, em 2012, mudar esse tipo de pensamento.
Enfim, é isso.
sábado, 7 de janeiro de 2012
REvolta.
IMPORTANTE
Esse post contém "spoilers" do filme Imortais.
Eu não sei se ando mal comido ultimamente, mas tenho sido bastante crítico quando se trata de filmes. Esse é um dos motivos pelo qual perdi bastante interesse em filmes (mas meu interesse sempre volta). O filme é bom, bem feito, legal, mas tem poréns. Vou até fazer uma listinha:
Tudo isso só para expressar minha indignação com esse filme, esse mundo, essa indústria do cinema. E até poderia inventar mais bons motivos para rebelação, mas não vou. Pode assistir o filme, só não vá pensar que as coisas eram daquele jeito, nem que o Thesius é foda porque ele não é! E nem ouse em adimirar ou se identificar com ele!
- Esses filmes que retratam tempos antigos, principalmente esses da idade antiga e média, sempre me deixam irritado. Será possível que TODO MUNDO tinha tanquinho nessa época?! Será que todo mundo era bonito e bravo assim? Com cabelos e barbas feitas desse jeito? Será que as pessoas falavam assim? Se comportavam assim? Pensavam assim? ACHO que não! E não consigo acreditar que sim, nem engolir isso.
- Por que que o personagem principal, Thesius, é digno de ser admirado ou gostado? Acho que esses personagens heróis já são construídos para serem venerados. Mas, para mim, o Thesius é um bobão. É muito fácil ser ele! Ser lindo, sarado, honrado, matar vários, pegar a vidente e virar um deus no final do filme. E o tal do ladrão?! Ele seguiu o Thesius, não pegou ninguém, foi morto à pancadas de martelo e foi completamente esquecido por essa história ingrata! Ser o ladrão que é difícil! Ele só se fodeu e ninguém mais lembra dele, nem gosta dele (e nem eu lembro o nome dele).
Tudo isso só para expressar minha indignação com esse filme, esse mundo, essa indústria do cinema. E até poderia inventar mais bons motivos para rebelação, mas não vou. Pode assistir o filme, só não vá pensar que as coisas eram daquele jeito, nem que o Thesius é foda porque ele não é! E nem ouse em adimirar ou se identificar com ele!
Planos para hoje.
Se a minha vida fosse um filme de romance, eu ia levantar a bunda da cadeira, pegar um trem para Porto Alegre e ir ao encontro de um alguém. Ia esperar por ele na hora e local certos, que eu conheço. Estaria chovendo. Quando ele aparecesse, eu ia chegar encharcado e dizer eu te amo, eu te quero, fica comigo, não me deixa, me abraça, me beija, me cheira... Íamos, então, ficar juntos e felizes para o sempre.
Mas como a vida não é isso, hoje eu vou ficar em casa me remoendo por dentro, refletindo sobre essa possibilidade, pensando que isso até poderia dar certo, sentindo-me um covarde e não digno de amar e ser amado. Vou continuar minha vidinha, vou ler um livro, vou jogar videogame, vou ficar na net vendo vídeos e baixando músicas freneticamente. É melhor tentar esquecer que o amor pode transformar nossas vidas simples em filmes malucos, cheios de emoção, com cenas extraordinárias e supimpas e finais eternamente felizes.
Mas como a vida não é isso, hoje eu vou ficar em casa me remoendo por dentro, refletindo sobre essa possibilidade, pensando que isso até poderia dar certo, sentindo-me um covarde e não digno de amar e ser amado. Vou continuar minha vidinha, vou ler um livro, vou jogar videogame, vou ficar na net vendo vídeos e baixando músicas freneticamente. É melhor tentar esquecer que o amor pode transformar nossas vidas simples em filmes malucos, cheios de emoção, com cenas extraordinárias e supimpas e finais eternamente felizes.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Voltei! =O
Voltando com esse blog pela 4ª vez- ou 3ª vez, não sei exatamente. Mas isso é de mínima importância.
Lendo os posts antigos, eu me sinto um pouco infantil. Isso me incomodaria há algum tempo atrás, mas hoje não muito. Sentimentos me fazem sentir como se eu fosse uma criançinha, mas isso é bem bom. Só pode ser constrangedor às vezes. Tem uma cena que nunca me esqueço: Um cara de aparentemente 30 anos no supermercado deslizando com o carrinho de compras pelos corredores e dando risada. Ele parecia um bobalhão, mas achei aquela cena linda.
Mas, francamente, todo mundo têm sentimentos, não é mesmo? Pelo menos na teoria, sim. À menos que você tenha tido a sorte de nascer psicopata. Caso contrário, é melhor se acostumar um pouco com os constrangimentos.
Lendo os posts antigos, eu me sinto um pouco infantil. Isso me incomodaria há algum tempo atrás, mas hoje não muito. Sentimentos me fazem sentir como se eu fosse uma criançinha, mas isso é bem bom. Só pode ser constrangedor às vezes. Tem uma cena que nunca me esqueço: Um cara de aparentemente 30 anos no supermercado deslizando com o carrinho de compras pelos corredores e dando risada. Ele parecia um bobalhão, mas achei aquela cena linda.
Mas, francamente, todo mundo têm sentimentos, não é mesmo? Pelo menos na teoria, sim. À menos que você tenha tido a sorte de nascer psicopata. Caso contrário, é melhor se acostumar um pouco com os constrangimentos.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A hora de dizer adeus.
O título é bem dramático...
Só quero escrever que esses dias eu percebi que algumas pessoas vão embora rapidamente, antes da hora. Desaparecem ser dizer nada. Fogem. Não querem sofrer, querem sair, mudar, esquecer...
Enquanto outras esperam mais 5 minutos eternos que duram além do que deveriam. Esperam por uma fala, uma salvação, um meteóro que destrua o mundo. Sofrem todos os segundos finais até um ou outro desaparecer por trás do horizonte...
De um jeito ou de outro. Ninguém quer dizer adeus.
Só quero escrever que esses dias eu percebi que algumas pessoas vão embora rapidamente, antes da hora. Desaparecem ser dizer nada. Fogem. Não querem sofrer, querem sair, mudar, esquecer...
Enquanto outras esperam mais 5 minutos eternos que duram além do que deveriam. Esperam por uma fala, uma salvação, um meteóro que destrua o mundo. Sofrem todos os segundos finais até um ou outro desaparecer por trás do horizonte...
De um jeito ou de outro. Ninguém quer dizer adeus.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Blog bipolar.
Se esse blog tivesse vontade própria e quisesse me dar um tapa na cara, eu entenderia. Eu chutei ele e o deixei de lado por um bom tempo. Agora estou de volta cheio de amor pra dar e doido para escrever. Espero que ele me aceite de volta.
Antes do post, mais um parágrafo para dizer que a minha solidão faz eu pensar que blogs tem vontade própria, mas a minha solidão não é tão forte assim. Portanto esse blog não tem vida e vai me aceitar de qualquer maneiraporra.
Esses dias eu estava esperando um ônibus. Tinha um garoto sentado, lendo um livro. Ele estava usando um anel de compromisso na mão e tinha uma boca que.... A gente pegou o mesmo ônibus e eu sentei do lado dele. Eu pensei que eu fosse falar com ele, mas ele estava lendo. Lendo "O Concerto Campestre"... A mão segurava o livro numa posição em que eu pude ver bem de perto o anel dele. Acabei passando a viagem inteira pensando. Enquanto ele lia, lia, lia, eu me perguntava: "Por que, por que, por que eu sentei do lado desse menino de boca boa?".
Fui embora sem falar com ele...
Antes do post, mais um parágrafo para dizer que a minha solidão faz eu pensar que blogs tem vontade própria, mas a minha solidão não é tão forte assim. Portanto esse blog não tem vida e vai me aceitar de qualquer maneira
Ok.
Esses dias eu estava esperando um ônibus. Tinha um garoto sentado, lendo um livro. Ele estava usando um anel de compromisso na mão e tinha uma boca que.... A gente pegou o mesmo ônibus e eu sentei do lado dele. Eu pensei que eu fosse falar com ele, mas ele estava lendo. Lendo "O Concerto Campestre"... A mão segurava o livro numa posição em que eu pude ver bem de perto o anel dele. Acabei passando a viagem inteira pensando. Enquanto ele lia, lia, lia, eu me perguntava: "Por que, por que, por que eu sentei do lado desse menino de boca boa?".
Fui embora sem falar com ele...
Assinar:
Comentários (Atom)


