quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fui sonhar, esqueci de acordar...

É verdade. Às vezes acontece. É como se eu recebesse um choque e acordasse para a realidade. Estou em um lugar e, de repente, ... eu ainda estou no mesmo lugar, mas tá tudo diferente. PUTA MERDA, isso é verdadeiro, as coisas em minha volta, a minha vida. Eu estou aqui mesmo, isso está acontecendo de fato.
Essa sensação não vem toda a hora. Vem de tempos em tempos. Uma vez por mês ou com menos frequência, às vezes.
Então é isso? Eu passo semanas dopado e tenho apenas uns 30 minutos de consciência por mês??? ...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Grande em tamanho.

Às vezes, tenho vontade de atirar-me ao chão e agarrar. Agarrar as calças do primeiro que passar. Eu adoro aquela sensação que eu tinha quando abraçava as pernas do meu pai quando eu era menor. Lembro-me que eu fazia muito isso. Eu abraçava as pernas dele e não soltava mais. Ele tinha que me arrastar se quisesse andar.
Eu costumava abraçá-lo quando eu tinha medo. E eu tenho tinha medo de pessoas. Elas podiam se aproximar com as mais inocentes caras e intenções, não importa, eu corria para trás das pernas do meu pai e ficava espiando lá de baixo. Aposto que uma vez ou outra ele desejou que eu parasse com essa mania. Não sei se desejou isso por ele ou por mim. Talvez ele só gostaria de ter paz, talvez ele gostaria que eu perdesse a imagem de bobo.
Como as coisas não mudam mesmo. Acho que, mesmo depois de tantos anos, eu ainda tenho medo e ainda procuro pernas para abraçar. Pode me chamar de doido.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tãm dãm dãm tãm nãm nãm tãm dãããããm...

Eu estava lembrando de um casamento que eu fui ainda quando eu morava em São Paulo então, com certeza, eu tinha menos de 7 anos.
Teve um momento que começou a tocar uma música muito forte. Era uma música romântica. Tinha um cantor de voz potente e grave cantando mansinho. Orquestra de violinos fortes, intensos e lentos. Melodia que eu nunca mais esqueci - Nossa!... Enquanto isso, passavam uns slides com fotos do casal que naquela noite se casavam.
Eu não lembro de detalhes. Só lembro claramente de algumas partes daquela música que eu nunca mais ouvi novamente, inclusive, e que eu senti muitos arrepios. Muitos. Minha mãe também se emocionou. Tinha umas lagriminhas caíndo dos olhos dela. Eu acho que foi naquele dia que eu comecei a acreditar em amor. Amor romântico. Naquele dia eu aprendi a associar amor com felicidade. Bom, pelo menos eu não me lembro de ter pensado em amor antes daquele dia.
Confesso que até hoje eu acredito naquilo que eu percebi na minha infância, mas sei que as coisas não são bem do jeito que eu idealizo. Não para a maioria das pessoas, pelo menos, eu acho. AH! Não quero falar sobre isso...

domingo, 10 de maio de 2009

Mãe é mãe.

Estou aqui na sala, agora. Acabo de ouvir minha mãe dizer a minha irmã de 21 anos "não anda descalça, menina!"

Deixa eu ver... eu tenho 17 ainda...

É! Vai demorar...





Feliz dia para todas as mães.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Saudade.

Isso parece um recomeço. Sim, definitivamente é um recomeço. Está tudo branco e claro. Esse lugar parece um hospital, mas não é. É o meu próprio quarto. A janelona está toda aberta e o céu está nublado, mas não escuro. As nuvens são brancas, meio acinzentadas e cobrem totalmente o céu.
Eu acho que acabei de acordar de um coma. Acho que eu dormi no meio de uma segunda-feira conturbada e sinto estar acordando num domingo de tédio. Que tédio bom... Nossa!! Aonde eu estava? Eu estava sonhando... mas não era só um sonho. Era verdade.
Eu acabo de acordar nesse outro mundo e sinto-me estranho. Tudo é estranho. Droga, daqui 1 hora eu tenho que estar pronto para sair, mas eu nem sinto o tempo passar. Está tão bom aqui, agora. Eu até não lembro mais do que eu quero e não tenho.
A paz é uma sensação interna mesmo. Que merda, esse momento tá passando. Quantos momentos como esse eu ainda vou sentir, na minha vida?